domingo, 29 de julho de 2012

Santiago Tem Historia, Tem Paixão, Santiago do Boqueirão.



Este texto foi escrito e entregue ao então Governador Olivio Dutra.
A bem da verdade, acredito que a ideia do COREDE Vale Do 
Jaguari, veio desta briga com a equipe do OP. Não tem como
 disputar verbas com Santa Maria e uma enorme região. 

SANTIAGO TEM HISTÓRIA, TEM PAIXÃO, SANTIAGO DO BOQUERÃO.

                            A história construída neste rincão do estado, está nas primeiras trilhas abertas nas matas pelos índios, os missioneiros, os criadores de animais, as estâncias,  os colonos, os lugarejos, as cidades e suas emancipações.
                        Aqui nesta região nossas vidas estão ligadas pela cultura gerada pelas nossas características de ocupação do solo, pela produção, pela proximidade de nossas famílias no espaço e na historia.
                        Logo ali está a fronteira,  ali as  missões, estamos no vale do Jaguari. Esta é nossa geografia, nossas raízes, nossa história, nosso futuro..
                        Santiago trabalha  anos com suas cidades irmãs na busca de soluções quase sempre para problemas iguais: acesso, infra, escoamento, educação, asfalto, saúde, saneamento,..... emprego e melhor futuro para seus filhos.
                        Tomando Santiago como uma cidade para dar exemplo de nossas características regionais, colocamos alguns pontos. Esta aqui 6 guarnições das forças armadas, com efetivo de cidades de toda a região. Esta aqui o quartel regional da brigada militar com efetivo vindo de toda a região e comandando a segurança de toda a região. Esta aqui a sede do DAER, da policia civil, secretaria de agricultura, e tantos outros órgãos de representatividade regional. Temos um hospital que atende várias localidades, o hospital militar, e um grande número de profissionais da saúde. Esta aqui a URI- Campus Santiago, uma universidade regional, atuando em pesquisa, extensão, na formação dos profissionais do futuro desta região.
                        Tantos outros pontos poderiam ser  levantados de nossas origens características e futuro, porem nesse momento de participação popular no debate fraterno do orçamento do estado, várias são as manifestações de que estamos prejudicados pelo processo de divisão regional do orçamento, manifestado por escrito em momentos anteriores, ao coordenador na regional, a direção da secretaria comunitária, nos fóruns de delegados de Santa Maria dos conselheiros na capital
                        Nossa região esta sendo prejudicada e continuará, se não for revista a  divisão desta regional do orçamento. Esta região é a maior dos debates do OP. As distancias são quase absurdas. Santiago – Cachoeira do Sul , e Santa Maria com sede, com todas  ás características que tem sempre levara vantagens em contra partida a nossa região. Levantamos outro exemplo, a secretaria regional de educação de Santa Maria não é a mesma nossa, mas discutimos no mesmo fórum do orçamento. Itacurubi,  debate  com   a região  Itaqui e não conosco ou com as missões  e esta aqui do nosso lado nossa vizinha, como nós para distante Cachoeira do Sul .
                        Com estas observações, proponho a imediata revisão da divisão da região do OP, e se crie uma nova região que respeite as características históricas, culturais, geográficas, democráticas de nosso povo, de nós filhos do vale do Jaguari, no caminho da fronteira, no caminho das missões.
                        Apelo por um futuro melhor a todos nós, e pela democracia participativa.

                                               Santiago 26 de junho de 2000.

                                   Tide Lima – Delegado do OP por Santiago.

3 comentários :

  1. O JP tem a mania de diabolizar os políticos e chamar o povo de bando de imbecis. Ele sobrevive às custas da classe e rí da manipulação das pessoas.
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    1. Pior que isto: Para o "analista", dinheiro público só é público quando não é administrado pelos que têm interesses e contratos consigo.
      Se for administrado pelos seus afetos, daí não é considerado público.
      Só alguém muito inocente para acreditar nessas balelas tendenciosas.

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  2. Agosto vem aí e o mundo não vai acabar
    Quarta-feira, como me informa a folhinha sobre a mesa, começa oficialmente o mês de agosto, também chamado de mês de desgosto, por não nos trazer boas recordações em nossa memória política.
    Este ano, com o julgamento do mensalão e a volta da CPI do Cachoeira, mau humor na área econômica e sem grandes esperanças na campanha eleitoral, as previsões do tempo político para agosto levam alguns analistas da grande mídia a anunciar a proximidade do apocalipse.
    Calma, pessoal. Nestas horas de ânimos exaltados, nada como ler um texto do meu bom amigo Mauro Santayana, jornalista autodidata de raro talento, caráter e paixão pelo ofício.
    Lúcido e sereno como sempre, o velho Santayana escreveu nesta segunda-feira um artigo com o título "O julgamento de agosto", publicado no boletim "Carta Maior" e reproduzido no blog de Paulo Henrique Amorim, onde o encontrei.
    "O mundo não acabará neste agosto, nem o Brasil entrará em crise, qualquer que venha a ser o resultado do julgamento a que se dedicará o STF no mês que se inicia quarta-feira. Tampouco se esperam grandes surpresas", escreveu meu antigo colega de redação dos bons tempos do "Jornal do Brasil" e da "Folha".
    É exatamente o que penso sobre o momento que o país está vivendo, com a reabertura dos trabalhos nesta semana no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.
    Agora, que todo mundo já falou e escreveu tudo o que pensa sobre o processo qualificado pelo procurador-geral Roberto Gurgel e por boa parte da nossa imprensa como "o maior escândalo de corrupção da história do país" _ como se existisse um metro para fazer comparações deste tipo no tempo e no espaço, antes mesmo do julgamento que começa nesta quinta-feira, dia 2 _ que falem os autos.
    Habituado a olhar para a floresta e não a se fixar nas árvores que nascem e morrem, com a sabedoria herdada de quem foi assessor de Tancredo Neves na campanha presidencial de 1984, Santayana constata que "a importância maior desse julgamento está nas reflexões políticas e jurídicas que ele provocará".
    Por exemplo: "A inteligência política é convocada a encontrar sistema de financiamento público de campanha, de forma justa e democrática, a fim de que todos os candidatos tenham a mesma oportunidade de dizer o que pretendem e pedir o voto dos cidadãos. Não é fácil impedir a distorção do processo eleitoral, mas é preciso construir legislação que reduza, se não for possível elimina-la, a influência do poder econômico no processo político".
    Por acaso ou não, o julgamento do mensalão se dá concomitantemente às revelações feitas pela CPI do Cachoeira sobre as ligações do notório contraventor com políticos de vários partidos e empresas interessadas em contratos públicos, tendo como pano de fundo o financiamento de campanhas eleitorais.
    Esta promiscuidade está na origem das denúncias que levaram o ex-presidente Fernando Collor à renúncia. em 1992, e à descoberta do "valerioduto" que deu origem ao precursor mensalão tucano, também chamado de mensalão mineiro, em 1998.
    De denúncia em denúncia, crise em crise, de processo em processo, o país vai adiando a reforma política tão necessária para evitar que o voto seja mera moeda de troca na nossa ainda jovem democracia.
    O que não dá para adiar são as nossas contas, que precisamos continuar pagando todo final de mês, sem atrasar nenhum dia, quaisquer que sejam os resultados do julgamento do mensalão, da CPI do Cachoeira e das eleições municipais. Disponível em: http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/
    Publicado em 30/07/12 às 17h50

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